O que é uma base de dados?

Uma base de dados é um conjunto de dados relacionados de acordo com uma ou várias regras e um objectivo específico. De uma forma simplista:

Uma base de dados consiste numa colecção de dados estruturados e armazenados de forma persistente.. Noção de base de dados

O Microsoft Access é um Sistema Gestor de Base de Dados (SGBD)

Um sistema gestor de base de dados (SGBD) é uma aplicação ou um conjunto de aplicações informáticas utilizadas para definir, aceder e gerir os dados existentes numa base de dados.

O objectivo dum SGBD é registar e manter a informação que for considerada necessária á organização/pessoa que gere o sistema, disponibilizando-a automaticamente para os mais diversos fins. Através de um SGBD pode realizar-se um vasto conjunto de operações de gestão de base de dados, das quais é possível destacar:

Inserção, edição e apagamento de registos;
Critérios de visualização da informação;
Indexação e ordenação da informação contida nos registos;
Operações estatísticas sobre os dados;
Criação de ecrãs de apresentação;
Acesso á informação através das tecnologias Internet;
Impressão de relatórios;
Automatização de funções;
Programação
Como se vê, o principal objectivo do Access é a gestão da informação da forma que nos interessa ou é útil. Igualmente importante é a estruturação dessa mesma informação para que o Access não esteja a ocupar espaço com informação desnecessária ou com informação duplicada.

Algumas vantagens na utilização duma base de dados:

Diminuição de espaço físico ocupado;
Maior integridade dos dados;
Menos redundância;
Mais facilidade na partilha de dados;
Maior facilidade de manutenção;
Isolamento entre objectos de dados, o que protege a integridade da origem dos dados;
Facilidade de mudança na criação de diferentes mapas com diferentes objectivos.

Modelos de bases de dados

A criação do modelo conceptual de dados é um passo intermédio e fundamental na implementação de qualquer sistema de base de dados. O modelo conceptual é apenas um modelo lógico, pois trata-se de uma abstracção de realidade.

A utilização de modelos para a representação de dados permite-nos observar o problema de um nível mais elevado (nível conceptual). A utilização de um modelo serve ainda como passo intermédio entre as necessidades do mundo real e a implementação técnica do sistema, evitando passar directamente do enunciado para a implementação física.

Um modelo de base de dados é um modelo lógico de representação dos dados.

Num modelo, não temos que nos preocupar com questões de implementação física formato de dados etc.

A utilização de modelos e particularmente útil pois:

Ø Permite o estudo ou gestão de apenas parte de um problema
Ø Permite um nível maior de abstracção
Ø Os custos envolvidos são consideravelmente menores do que os utilizados na implementação da solução.
No mundo real existe todo o tipo de modelos e são-nos apresentados quase diariamente como por exemplo: modelos económicos estatísticas simuladores de voo, planta de uma casa mapa de entradas etc.

Também existem modelos específicos para a representação de dados ou da estrutura de dados numa base de dados.

O mais famoso e utilizado e o modelo relacional.

A generalidade dos SGBD baseia-se no modelo relacional.

Modelo Relacional

Uma base de dados relacional permite, para além da “simples” organização da informação, a criação entre grupos de informação destinos.

Um Modelo Relacional modela os dados num conjunto de relações (tabelas ou ficheiros) que são constituídas por um conjunto de atributos (colunas ou campos) que definem as propriedades ou características relevantes de entidade (conceito, objecto) que representam. Cada tuplo (linha ou registo) da relação caracterizada um elemento única.

Entidade é um objecto que existe e é distinguível de outros objectos, tem algum significado, e sobre o qual é necessário guardar a informação. Conjunto de entidades é um grupo de entidades do mesmo tipo.

Relacionamento é uma associação entre várias entidades e representa a maneira com essas entidades podem estar logicamente relacionadas.

Atributo é uma função que mapeia um conjunto de entidades num domínio, e, identifica, qualifica e descreve esse conjunto de entidades. Uma entidade é representada por um conjunto de atributos.

Domínio é o conjunto de valores possíveis de um atributo.

Chave é um atributo (simples ou composto) que identifica univocamente uma entidade num conjunto. No limite, a associação de todos os atributos de uma entidade constituem a chave. Tem a propriedade de, em qualquer instante, não existirem instâncias que contenham o mesmo valor para esse atributo.

Chave Primária é a chave seleccionada (simples ou composto) para identificar cada tuplo (linha).

Chave estrangeira é um atributo ou conjunto de atributos de uma relação, que é a chave primária noutra relação.

Existem, então, várias tabelas com dados, armazenadas num mesmo ficheiro. Embora, individualmente, esses grupos de informação tenham um objectivo específico, a construção de uma relação entre eles irá proporcionar ao utilizador uma maior compreensão dos dados.

As bases de dados relacionados possuem inumaram vantagens sobre as não-relacionados:

Ø Eliminação de duplicado de informação cada informação e armazenada num só local (por exemplo a morada do cliente esta contida apenas na tabela de dados do cliente e não nas suas facturas).
Ø Economia de espaço de armazenamento.
Ø Maior rapidez de actualização.
Ø Acesso mais rápido as informações.
O Microsoft Access é, então, um SGBD Relacional em ambiente gráfico, o que significa que a organização/ gestão dos dados é maximizada através de características do Windows, pelo que o utilizador consegue visualizar, aceder e trabalhar os dados, de uma forma mais simples e directa.

1.2.2- Modelo Entidade – Relacionamento

Este modelo foi desenvolvido a fim de facilitar o projecto de base de dados permitindo a especificação de um esquema. Tal esquema representa a estrutura lógica global da base de dados.

O modelo de dados Entidade – Relacionamento ( E-R) baseia-se na percepção de um universo constituído por um grupo de objectos Entidades e por relacionamentos entre esses objectos.

Cardinalidade

Um diagrama E-R pode definir certas restrições às quais o conteúdo da base de dados tem de obedecer. Uma restrição importante é a cardinalidade do mapeamento, que expressa o número de entidades ao qual a outra entidade pode estar associada via um relacionamento.

Regras das Entidades

Nenhum atributo participante na chave primária poderá ter um valor nulo. Impede-se a contradição entre a noção de chave primária e a noção de valor nulo.

Integridade referencial

Se uma entidade A tem atributo X ( simples ou composto) que é uma chave primária numa outra entidade B, diz-se que X é chave estrangeira em A, e então, qualquer valor de X em A deverá ser:

Igual a um valor de X em alguma instância de B
Nulo
Integridade do domínio

O valor de um atributo de uma tabela está contido no domínio desse atributo, nessa tabela.

Normalização

Os atributos de uma entidade não podem ser colocados ao acaso, pois, dessa forma, o mais certo é perder-se informação ou então iremos deparar-nos com cenários em que se tem duplicação de informação. Para evitar estes problemas, existem mecanismos bem definido que nos ajudam a “afinar” o nosso esquema, passo a passo. Este processo chama-se normalização.

Normalização é o processo que permite a simplificação da estrutura de uma base de dados de modo que esta se apresente num estado óptimo sem duplicação de informação.

O processo de normalização permite obter um esquema de base de dados relacional capaz de suportar, de forma adequada, os dados relevantes de um determinado universo, evitando a redundância da informação e a existência de valores NULL propagados ao longo das tabelas e não permitindo más decomposições ou decomposições com perda de informação.

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